terça-feira, 30 de junho de 2009

Os Amigos da Rua.



O Gabriel, de dezassete anos e o Paulino, de dez. São alguns dos meninos da rua que se agarram ao carro a pedir o que quer que seja sempre que alguém estaciona na zona "nobre" de Nampula.

Hoje fui despedir-me deles. Durante estes meses ralhei, gritei, garanti que não daria coisa alguma, ameacei que os levaria para o orfanato, mas ia dando umas sandes, um rissol, um pacote de bolacha. Hoje, com o frio que faz, que para nós é pouco, mas que para eles é muito, resolvi presentear a despedida com uma camisolita mais quente que os autênticos trapos que traziam. Ficaram contentes. Finalmente o mucunha rabugento tomou uma atitude...

Agora só faltaria ao Gabriel deixar o esquecimento do vinho e ao Paulino aprender a ler e a escrever, para que um rumo, qualquer um mas pelo menos um, pudesse ser dado a estas frágeis vidas...

2 comentários:

  1. Vestir, alimentar, dar um sentido à vidas... todas elas frágeis. O que poderá estar ao nosso alcance? Às vezes tudo. Às vezes nada. Às vezes... assim, assim.CM

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